Google+ PNEUMATOFONIA - VOZ DOS ESPÍRITOS

segunda-feira, 30 de março de 2015

A LUDIBRIADORA

by MARCELO CAVALCANTE

Uma noite de amor tão vazia
E só uma palavra traduz,
O silêncio e os lençóis...

Tantas ideologias egoístas no amor
Em minh'alma a dor...

Você não é feliz,
Mas eu sou...

Em tantas camas vagou,
Esteve em outros lençóis,
Mas em nenhum o amor
Que te lembre quem eu fui...

Se eu fui pra você uma lembrança feliz,
Por que os outros lençóis,
Se somente um te fez feliz?


UM AMOR SEM COMPASSO

by MARCELO CAVALCANTE

O amor, o amor,
O amor chegou aqui.
O amor, o amor,
O amor chegou enfim...

Eu sei que o amor habita em mim;
Suas luzes não tem fim;
Chegou, sorriu pra mim;
Com ele sou feliz;
Minh'alma está feliz...



A PAZ

by MARCELO CAVALCANTE

Vem pra mim e deixa acontecer
O amor que não feriu,
Não deve ter valor algum e sem a dor,
A vida é um produto tão comum...

Eu não sei amar,
Mas se você quiser,
Eu posso tentar...

Tantos anos no exílio,
No meu claustro só a dor.
Do tempero tão amargo,
Acostumei-me com o sabor.
Nossos discos arranhados
Na vitrola que quebrou...

Eu que sempre achei estranho,
A intimidade é tão banal.
Hoje, somos dois estranhos,
Dando as costas pro amor.
No cada um de cada um,
Ainda há um pouco de amor...

Eu não sei amar,
Mas se você quiser,
Eu posso tentar...

Vem pra mim e deixa acontecer
O amor que não feriu,
Não deve ter valor algum e sem a dor,
A vida é, a vida é tão comum...


Estude a vida e siga em paz.
Se o amor caminhar contigo,
Dê-lhe as mãos.
Se, contudo, ele for embora,
Caminharás só, mas, não temerás a solidão,
Porque trarás consigo
As repercussões iluminativas
Que este amor lhe deixou...

O amor é o caminho, é o sentido,
É o destino, é a meta evolutiva final.
Antes só, do que mal acompanhado.
Porque a má companhia traz em si a solidão.
Ter alguém ao lado, não é ausência de solidão,
Mas, ter o amor é ter tudo, mesmo estando só...

Posicione-se coerentemente diante da vida
E não se sentirás inadequado diante dela...

Somente a liberdade consciente
Nos trará o verdadeiro sorriso...
A paz...

A paz é tão silenciosa
Que poucas pessoas a escutam...

Eu posso ouvi-la...
Eu posso, finalmente, senti-la...
Espero que você também a encontre...

sábado, 28 de março de 2015

A PRIMAVERA

by MARCELO CAVALCANTE

Eu sei que a esperança um dia germina
No coração de quem perdeu um amor. 
Os nossos pinheiros resistiram ao inverno
O amor não é apenas um verbo, é dor...

O amor não morreu, adormeceu chorando...
A primavera...
Vem chegando as flores...


DISCOS NA VITROLA

by MARCELO CAVALCANTE

Vem pra mim e deixa acontecer
O amor que não feriu,
Não deve ter valor algum e sem a dor,
A vida é um produto tão comum...

Eu não sei amar,
Mas se você quiser,
Eu posso tentar...

Tantos anos no exílio,
No meu claustro só a dor.
Do tempero tão amargo,
Acostumei-me com o sabor.
Nossos discos arranhados
Na vitrola que quebrou...

Eu que sempre achei estranho,
A intimidade é tão banal.
Hoje, somos dois estranhos,
Dando as costas pro amor.
No cada um de cada um,
Ainda há um pouco de amor...

Eu não sei amar,
Mas se você quiser,
Eu posso tentar...

Vem pra mim e deixa acontecer
O amor que não feriu,
Não deve ter valor algum e sem a dor,
A vida é, a vida é tão comum...


quinta-feira, 26 de março de 2015

MELANCOLIA

by MARCELO CAVALCANTE

Eu bebi até cair,
Anestesiei a dor.
Vi meu sonho diluir
Entre as mágoas ilusórias do teu amor,
Acreditei no teu amor...

Solidão, estou aqui.
Anestesiei a dor.
O que vivo ou o que vivi,
O que parte, se parte e parte sem amor.
Parte a alma o dissabor...

Vendaval, que venha o vendaval.
O mundo é colossal
E quem encontrou o amor,
A prata corroeu...

Vendaval, que venha o vendaval.
O mundo é surreal
E quem encontrou o amor,
A prata corroeu...

Caminhei,
Até o breu consumir você e eu.
Vilipendioso fel,
Entre as mágoas ilusórias do teu amor,
Acreditei no teu amor...

Solidão, estou aqui.
Anestesiei a dor.
O que vivo ou o que vivi,
O que parte, se parte e parte sem amor.
Parte a alma o dissabor...

Ó bem-querer não-me-queira-mal
O mundo é colossal
E quem encontrou o amor,
A prata corroeu...

Ó bem-querer não-me-queira-mal
O mundo é surreal
E quem encontrou o amor,
A prata corroeu...

SHINE

segunda-feira, 23 de março de 2015

VERTIGINOSA PAIXÃO

by MARCELO CAVALCANTE

Eu fugi de você,
Eu não te quero mais!
Eu vivi por você,
Mas nunca tive paz...

O teu amor,
Eu não quero mais!
Vai embora,
Sem olhar pra trás...

Se era amor ou era dor,
Já nem me lembro mais.
Eu te usei, você me usou,
Não sei quem usou mais...

O teu amor,
Eu não quero mais!
Vai embora,
Sem olhar pra trás...

domingo, 22 de março de 2015

IONIZADO PLASMA DO AMOR

by MARCELO CAVALCANTE

Caminhei num deserto,
Entre o frio e o calor.
Vi o pez  de minh'alma
Na ausência do amor...

Nebulosa planetária,
Colapso gravitacional.
A matéria espirala,
Busca o centro de si pra se aquecer...

A substância mais quente do Universo, 
Protoestrela nascida da dor.
Ionizado plasma do amor,
Condensado, expande luz...

ÚLTIMO ADEUS

by MARCELO CAVALCANTE

O tempo não volta.
Eu vejo pessoas que a vida levou embora
E agora só me resta
Guardar no meu peito a saudade, o amor...

As tardes felizes, perdido, caminhando ao léu.
Retorno aos mesmos lugares pensando em você.
Eu fecho os meus olhos,
Relembro os afagos, os beijos, o último adeus...

Foi embora...
Em noites frias,
Meu corpo ainda sente o teu...

E agora?
A saudade não sai do meu peito, 
Não aceita o adeus...

CONSTELAÇÃO DE CAPELA

by MARCELO CAVALCANTE

A poesia que enriquece a vida,
Reencontra abrigo em meu coração.
Olho pro mar, sinto o vento soprar, 
Fecho os olhos e sinto a imensidão do amor...

Depois de tanto amargor,
Sou eu quem define, da vida, o sabor...

Eu atravesso em silêncio o deserto
E não verei crescer as flores que plantei.
Fixo os meus olhos na imensidão das estrelas
E sei que a Terra é o meu exílio.
Capela, eu voltarei...

O meu pensamento pode tocar
A Constelação de Capela é o meu lar doce lar...


domingo, 15 de março de 2015

FILOSOFIA

by MARCELO CAVALCANTE

Meu corpo é uma condensação de poeira;
Meus pensamentos são retóricas sinestésicas;
Minhas existências são sucessões de erros e de acertos; 
Minh'alma, facho de sombra e centelha de luz...

Meus defeitos são pegadas nas areias do tempo;
Minhas virtudes são esculpidas em rochas há milênios...

Sou o que sou e nada me define;
Meu olhar só encontra sentido,
Quando vislumbra o interior e se deslumbra;
Nasci para o belo, ignoro a própria dor;
Porém, a dor no outro me fere...

Sou gênio sob a toga de um verme; 
Embrião sob as metamorfoses dos cosmos;
O universo é o meu berço...

Eu me possuo, mas não me pertenço; 
Torno concreto os meus pensamentos...

Da lama ao esterco, do esterco à imagem, da imagem à luz;
O mundo tangível é limitado,
O universo se expande e habita dentro em mim...

Filosofia é um pensamento que se move
Para a construção de si mesmo,
É canção que não ressoa nas almas estagnadas
Que ignoram a arte de raciocinar...


sexta-feira, 13 de março de 2015

CÍRCULOS

by MARCELO CAVALCANTE

Você já imaginou o desconforto,
Se no lugar dos pneus de seu carro,
Houvesse aros e pneus quadrados?

Dificilmente locomover-se-ia,
Trepidações irritantes abalariam suas emoções e,
Por certo, você perder-se-ia desarmonizado em si mesmo...

Nisto, percebemos a importância de ser em cada coisa
E em cada coisa descobrir o próprio lugar.
Nisto, percebemos a importância dos círculos...

Círculos de amizades que edificam;
Círculos de amores que nos constroem;
Círculos afetivos que nos harmonizam;
Círculos familiares nas descobertas e construções do que somos;
Círculos de vidas que nos iluminam os passos;
Círculos de trabalhos nas construções do Reino;
Círculos que fortalecem os elos e dilatam as correntes do bem;
Círculos nos posicionam, delineiam,
Mas não limitam o nosso raio de ação...

Estar no lugar errado, gera desconforto.
Não seja quadrado, com círculos você se virará e viverá melhor!